23 de janeiro de 2014

Deixa

Deixa. Deixa o quê? Sentir saudade, faz bem. Mas é tão gostosinho não deixar sentir saudade. Mas deixa, vai por mim.

18 de janeiro de 2014

Tesão

Tá vendo meu sorrisão editando sessão de fotos? Tô, você parece uma moleca. Uma moleca que sabe das coisas, faz favor.

17 de janeiro de 2014

Verão

De tudo da chuva, meu preferido é o gosto de terra molhada que ela deixa na minha boca. Eu já gosto do calor que o céu azul deixa no meu coração.

15 de janeiro de 2014

Estímulo

A motoca ficou toda feliz com a graxa nova na corrente. Eu vi, parou de resmungar da vida!. Acho que minha graxa branca é a fotografia, e a arte, e o pensamento, e escrever. Viu como só faltava cuidar da sua corrente?

Equilíbrio

Adoro tempestade, daquelas com muito barulho, raio, trovão, muita água. Eu já gosto de garoa, aquela fininha, cinza, melancólica; dá saudade do que não vivi ainda. Ah, eu gosto de ficar na janela vendo temporal, ouvindo a chuva batendo arrebatadora no telhado, balançando as árvores, derrubando tudo. É, você é muito mais intensa do que eu. Sou, e ainda bem que você existe.

13 de janeiro de 2014

Sempre

Tá com medo?, enfrente. Em frente? Enfrente. Em frente. É, em frente.

Segurança

Perdi meu medo de cair, você viu? Opa, acompanhei; você na verdade não perdeu, mas enfrentou e ganhou. Ganhei o quê? Segurança pra vida.

10 de janeiro de 2014

Prazo

Na pressão, na pressão! Ahn? Funciono na pressão, você sabe. Ô. Acabei de entregar um job, quase nos 45' do segundo tempo, mas deu. Pois é, tivesse você feito tudo um pouco antes, um pouco só, não estaria aí explodindo “na pressão”.

9 de janeiro de 2014

Deleta

Gente chata. Né? Ô. Unfollow. E gente muito chata? Deleta. Deletei. Tá se sentindo melhor? Mais leve, serve?

Rotina e Liberdade

Você bem podia tomar vergonha e criar a rotina de lavar a roupa, a louça, o quintal, regar as plantas. Preguiça. Coitada de você, ao invés de ser livre, vive presa a um cesto de roupas sujas, um par de copos, uns vasos mortos.

No espelho

Outro dia me lembrei de como eu era no espelho. E como era? Ah, era insossa, estranha, olhos sem brilho. Mas seus olhos brilham sempre! Mas eu não via o brilho. Eu via. Via mesmo? Aham, mesmo olhinho de criança, redondinho, gorducho, vivo. Hoje eu vejo assim; foi o espelho que mudou? Haha, claro que não!, lembra que o espelho é o mesmo de sempre? E como pode eu me olhar no espelho hoje e me ver, assim, lépida, faceira, bonita, olhos brilhantes? Porque você mudou por dentro, minha menina; e aí você se vê com o coração. 

8 de janeiro de 2014

O Furby

Você podia parar de falar um pouco. Você sabe que é tudo pensamento, né? Sei, mas eu escuto sua voz, e você não para de falar. Você sabe que eu sou você, né?, tipo, você escuta sua própria voz na sua cabeça. Argh, sei, mas vamos brincar de vaca amarela? Se você sabe de tudo isso, sabe que na verdade quem tem de parar de falar-pensar é você mesma. Hmmm. Eu sei que você não consegue ha ha ha. Se eu não falar com você, tenho de falar com meus cachorros, e eu acho mais legal falar com você. É, sou divertida mesmo. Duro é que você fala sem parar; acho que você é meu personal Furby. Engano seu: você é que é o meu.

O umbigo e o Universo

Às vezes me surpreendo com o quanto as pessoas só olham pro próprio umbigo. Ah, vá. Sério, e eu aqui perdendo meu tempo, olhando pra fora do meu umbigo, procurando ver além, enxergar os outros. Mas sabe, faltam aos outros os olhos pra se ver. Mas eles não se veem, olhando para seu próprio umbigo? Claro que não, se se vissem, veriam muito além do próprio umbigo, veriam o todo, veriam a si, veriam os outros, o Universo. Mas o Universo não está dentro de nós? Ah, menina, você ainda vai aprender que o Universo está dentro de nós e muito além.

Morte

Você já prestou atenção nas expectativas dos outros com relação a você? Já. Já viu como são muito loucas? São brochantes. Brochantes são as suas. Como assim? Com relação a você mesma. Sério? Sério, você espera tanto de si que acaba caindo lá do décimo andar. Ah, mas aí tem gesso e atadura, mertiolate e cataflam. Não, tem é morte; você morre um pouquinho por vez.

Silêncio

"Tá aí quietinha?"
"Tô."
"Por quê?"
"Pra ver se deixo de ser besta."